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Escapar do asfalto para a areia é bom para variar o treino, distrair a cabeça e reforçar o condicionamento.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sindrome metabolica



A síndrome metabólica ou plurimetabólica, chamada anteriormente de síndrome X, é caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), vasculares periféricas e diabetes. Ela tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.
Síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo.

Fatores de risco
• Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;
• Hipertensão arterial;
• Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL);
• Aumento dos níveis de triglicérides;
• Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral;
• Ácido úrico elevado;
• Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;
• Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;
• Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);
• Resistência à insulina por causas genéticas.

Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta a associação de três dos fatores abaixo relacionados para diagnosticar a síndrome metabólica.
• Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose;
• Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol;
• Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
• Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril.
• Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome.

Prevalência
As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos.
Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.






Sintomas
Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.

Tratamento
Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da síndrome, dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. No caso de existirem fatores de risco de difícil controle, a intervenção com medicamentos se torna obrigatória.

Recomendações
• Passe por avaliação médica regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco;
• Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Coma menos e mexa-se mais;
• Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias;
• Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso;
• Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Obesidade.Saíba um pouco sobre.

Em nosso artigo inicial abordaremos um tema presente no cotidiano de todas as sociedades do mundo. Buscamos mostrar do que se trata, suas causas e conseqüência.Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose processo mórbido) trata-se de uma doença onde as reservas de gordura aumentam. Está associada a diversos problemas de saúde como doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono, osteoartrite, coledocolitíase (presença de cálculos no duto biliar comum), câncer,  doenças cérebro-vasculares devido diminuição de HDL ("colesterol bom"), distúrbios menstruais/Infertilidade entre muitas outros. O excesso de peso está diretamente associado ao crescente aumento de mortes em todo o mundo. A obesidade é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Entretanto, podemos controlá-la.


A distribuição da gordura corporal pode ser classificada em:


1. Central, troncular ou andróide: mais comum em homens, nos quais a gordura está distribuída preferencialmente no tronco, com deposição aumentada na região intra-abdominal visceral fazendo o corpo apresente uma forma de maçã. Está relacionada intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)


2. Periférico, inferior ou ginecóide: a gordura acumula-se na região dos quadris, nádegas e coxas, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes. Um padrão mais feminino de distribuição.


A classificação da obesidade pode ser feita através de:


1.  IMC, ou índice de massa corporal, é um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. A medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico e antropometrista, Adolphe Quételet. É calculado dividindo o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros.


Equação: IMC = kg / m2


Onde kg é o peso do indivíduo em quilogramas e m é sua altura em metros.


IMC ( kg/m2)
Grau de Risco
Tipo de obesidade
18 a 24,9 
Peso saudável
Ausente
25 a 29,9 
Moderado
Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9 
Alto 
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo 
Obesidade Grau III ("Mórbida")

Tabela de classificação do IMC


2. Relação Cintura-Quadril, é o método onde é realizada divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril. Os cientistas alertam para o risco de doenças metabólicas quando a Relação Cintura-Quadril é maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A  medida da circunferência abdominal também  é considerada um indicador do risco de complicações, sendo definida de acordo com o sexo.
 



Risco Aumentado
Risco Muito Aumentado
Homem 
94 cm
102 cm
Mulher 
80 cm
88 cm




Em academias de ginástica e clínicas de nutrição, a avaliação da composição corporal normalmente é feita através da mensuração de dobras cutâneas. Existem vários protocolos, porém o instrumento usado para medir (compasso de dobras ou adipometro) geralmente, possui limitações ao medir grandes dobras e dependendo da densidade da superfície corporal o avaliador não consegue "pegar" a camada de gordura. Esses dois fatores tornam esse método inviável para se avaliar indivíduos obesos. Neste caso são utilizados protocolos de circunferência que também são capazes de estimar a gordura corporal além de estabelecer um prognóstico de risco para a saúde,


 



As Causas da obesidade podem ser:
 



Pesquisadores já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo. Embora informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja bastante disponível nas embalagens dos alimentos, na internet, em consultórios médicos e em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua sendo um problema. Devido a diversos fatores sociológicos, o consumo médio de calorias quase quadruplicou entre 1977 e 1995. Porém, a dieta, por si só, não explica o significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo industrializado nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento -- ainda que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem estabelecida -- o estresse da vida moderna e sono insuficiente.


Genética



Como tantas condições médicas, o desequilíbrio metabólico que resulta em obesidade é fruto da combinação, tanto de fatores ambientais quanto genéticos. Polimorfismos em diversos genes que controlam apetite e metabolismo predispõem à obesidade, mas a condição requer a disponibilidade de calorias em quantidade suficiente, e talvez outros fatores, para se desenvolver plenamente. Diversas condições genéticas que têm a obesidade como sintoma já foram identificadas (tais como Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Bardet-Biedl, síndrome de MOMO e mutações dos receptores de leptina e melanocortina), mas mutações genéticas só foram identificadas em cerca de 5% das pessoas obesas. Embora se acredite que grande parte dos genes causadores estejam por ser identificados, é provável que boa parte da obesidade resulte da interação entre diversos genes e que fatores não-genéticos também sejam importantes.


Doenças



Determinadas doenças físicas e mentais e algumas substâncias farmacêuticas podem predispor à obesidade. Além da cura dessas situações pode diminuir a obesidade, a presença de sobrepeso pode agravar a gestão de outras. Males físicos que aumentam o risco de desenvolvimento de obesidade incluem diversas síndromes congênitas (acima mencionadas), hipotiroidismo Síndrome de Cushing e deficiência do hormônio do crescimento. Certas enfermidades psicológicas também podem aumentar o risco de desenvolvimento de obesidade, especificamente disfunções alimentares como bulimia nervosa


Outras causas:


Obesidade por Distúrbio Nutricional

Dietas ricas em gorduras

Dietas de lancherias
Obesidade por Inatividade Física

Sedentarismo

Incapacidade obrigatória

Idade avançada
Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas

Síndromes hipotalâmicas

Síndrome de Cushing

Hipotireoidismo

Ovários Policísticos

Pseudohipaparatireoidismo

Hipogonadismo

Déficit de hormônio de crescimento

Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina
Obesidades Secundárias

Sedentarismo

Drogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona

Cirurgia hipotalâmica
Obesidades de Causa Genética

Autossômica recessiva

Ligada ao cromossomo X

Cromossômicas (Prader-Willi)

Síndrome de Lawrence-Moon-Biedl




Conseqüências da obesidade:


Quem está com obesidade provavelmente tem um alto consumo de gorduras na alimentação e um hábito de vida inadequado (estresse e sedentarismo). Isso pode levar a um aumento de gorduras ruins no sangue como colesterol alto (deslipidemia). Essa gordura vai se acumulando nas artérias e atrapalha a passagem do sangue (aterosclerose). Com essa passagem do sangue dificultada, o coração tem que bombear muito mais forte para conseguir fazer com que o sangue passe pelas artérias e irrigue todo o corpo. Com isso aumenta a pressão do sangue na artéria, levando a hipertensão arterial. Com tanto esforço, chega um momento que uma parte do coração não agüenta e morre, conhecido como infarto agudo do miocárdio. No cérebro, essa obstrução leva ao derrame cerebral. O sangue desce pela ação da gravidade, mas para ter esse retorno contamos com válvulas que fazem esse serviço. Com o excesso de peso esse trabalho é dificultado e parte desse sangue fica retido levando as varizes.


A Gota é uma doença que afeta mais homens em torno dos 45 anos. Mas isso não quer dizer que não pode acontecer com as mulheres também. São inflamações nas extremidades do corpo que incham e doem bastante. Isso acontece devido o aumento do ácido úrico no sangue e está relacionado também com artrite aguda.


Nós temos cartilagem entre os ossos. Ela parece uma “gelatina” que tem como função diminuir o atrito entre os ossos. Com o aumento de peso essa cartilagem não consegue fazer o seu trabalho e começa a ter choque entre os ossos (osteoartrose).


Existem dois tipos de diabetes. A tipo 1 (genética), ou seja, a pessoa descobre nos primeiros anos de vida ou até a adolescência, e a tipo 2 que acontece por conseqüência de erros alimentares e estilo de vida. Quem tem obesidade tem 2 vezes mais chances de desenvolver a diabetes.


A alimentação inadequada pobre em fibras e rica em gorduras e carboidratos além de elevar o colesterol também pode levar a pedras na vesícula (cálculos na vesícula biliar).


Quem tem obesidade já deve ter percebido que tem dificuldade para respirar e dormir. A gordura, principalmente na região abdominal pode levar à apnéia do sono. Essa doença é percebida quando a pessoa que está deitada para de respirar por alguns instantes. Só volta a respirar quando a pessoa se levanta. É uma doença perigosa que só com a diminuição do peso já é possível perceber melhora. Quem tem essas doenças tem que estar com acompanhamento médico e precisa levar a sério a reeducação alimentar para ter melhora dos sintomas.



A Doença do Glúten




Há pessoas que fazem via sacra pelos consultórios sem que os médicos atinem com o mal que as aflige. Refiro-me às portadoras de doenças mais raras, causadoras de sintomas comuns a muitas patologias, caso típico da doença celíaca, que acomete cerca de 1% das crianças e adultos.
As manifestações variam de acordo com a faixa etária. Nas crianças pequenas: diarréia, distensão abdominal e problemas de desenvolvimento. Vômitos, irritabilidade, falta de apetite e mesmo prisão de ventre podem fazer parte do quadro.
Na puberdade e adolescência: anemia, baixa estatura e sintomas neurológicos. Nos adultos, a apresentação clássica é de crises de diarréia acompanhadas de dor e desconforto abdominal. A diarréia, no entanto, não é o sintoma dominante na metade dos casos. Ao lado dessas manifestações, outras mais silenciosas: anemia por deficiência de ferro, osteoporose, emagrecimento, dermatites, redução dos níveis de cálcio, alterações hepáticas, sintomas neurológicos e prisão de ventre. 
Para cada caso em homem, existem dois ou três outros em mulheres.
A celíaca é uma das poucas doenças autoimunes em que o agente precipitante é conhecido: o glúten.
Glúten é uma proteína existente no trigo, centeio e cevada, digerida com dificuldade na parte alta do trato gastrintestinal. Um de seus componentes, a gliadina, contém a maior parte dos componentes nocivos.
Em pessoas predispostas, moléculas não digeridas de gliadina, ao entrarem em contato com as camadas mais internas da mucosa intestinal, disparam uma reação imunológica no intestino delgado, causadora do processo inflamatório crônico responsável pelos sintomas.
A moléstia não se desenvolve em quem não seja portador do gene HLA-DQ2 ou HLA-DQ8, condição necessária, mas não suficiente, para sua instalação.
A amamentação protege a criança predisposta. A introdução de alimentos ricos em glúten antes dos quatro meses de idade aumenta o risco. Por romper a integridade da mucosa, a ocorrência de infecções intestinais, como aquelas causadas pelos rotavírus, também aumenta o risco na infância. É óbvio que o primeiro passo para chegar ao diagnóstico é o médico lembrar que a doença existe.
O diagnóstico requer dois procedimentos: a realização de endoscopia, com biópsia de duodeno para identificar a presença do infiltrado inflamatório característico, e a adoção de uma dieta livre de glúten para verificar se há melhora da sintomatologia.
Nos casos em que o resultado da biópsia é duvidoso, exames de sangue para detectar anticorpos anti-gliadina e os alelos HLA-DQ2 e HLA-DQ8 podem ser úteis.
Em parte significativa dos pacientes, a enfermidade é descoberta por acaso, através da realização de endoscopias por suspeita de úlcera duodenal ou refluxo gastroesofágico. Em outros, durante a investigação de deficiências de vitamina B12, ácido fólico, ferro, cálcio e de quadros de anemia e osteoporose, condições freqüentes na doença celíaca.
O tratamento consiste na eliminação definitiva de alimentos que contenham glúten (trigo, cevada e centeio). Essa medida provoca melhora clínica em dias ou semanas, mas as alterações visíveis nas biópsias do intestino delgado podem persistir meses ou anos.
É muito importante corrigir as deficiências de vitaminas e sais minerais e avaliar a densidade dos ossos, a presença de anemia e de déficits de crescimento.
A aderência disciplinada a dietas com restrição de glúten não é tarefa simples, porque ele está presente na maioria dos alimentos industrializados. Os que não o contém são mais caros e difíceis de achar. Países como Holanda, Itália, Inglaterra, Suécia e Finlândia subsidiam sua produção.
Há anos, as associações que defendem os direitos dos portadores de doença celíaca cobram das autoridades, rigor no cumprimento da lei que obriga os fabricantes a estampar no rótulo dos alimentos a presença de glúten. Essa medida, ridiculamente simples, evitaria o sofrimento de milhares de pessoas